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VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7). A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado. Notícias relacionadas:Recebimento de vales-alimentação e refeição mudam a partir do dia 7.Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged.Governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira.A transição começou em maio e vai até novembro, quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano. Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação. Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, conforme o enquadramento no PAT. As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio. Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto. Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor. O que muda? A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação. Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira. A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações. Onde usar? A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão. A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento. Transação comercial em maquininha. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O valor aumenta? Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários. Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos. A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício. Quais regras já valem? Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas. As principais medidas são: Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT; Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema; Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas. Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias. Todos os benefícios entram? Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976. Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos. A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT. A mudança está garantida? A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade. Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente. A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos. Quais são as punições? O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras. Entre as penalidades previstas estão: Multas; Autuações; Descredenciamento do programa; Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível. As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais. Salão do restaurante Sol Gastronomia, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O que dizem as operadoras? Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto. Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência. A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados. O que falta? A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas. Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.

VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7). A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado. Notícias relacionadas:Recebimento de vales-alimentação e refeição mudam a partir do dia 7.Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged.Governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira.A transição começou em maio e vai até novembro, quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano. Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação. Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, conforme o enquadramento no PAT. As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio. Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto. Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor. O que muda? A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação. Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira. A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações. Onde usar? A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão. A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento. Transação comercial em maquininha. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O valor aumenta? Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários. Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos. A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício. Quais regras já valem? Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas. As principais medidas são: Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT; Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema; Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas. Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias. Todos os benefícios entram? Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976. Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos. A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT. A mudança está garantida? A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade. Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente. A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos. Quais são as punições? O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras. Entre as penalidades previstas estão: Multas; Autuações; Descredenciamento do programa; Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível. As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais. Salão do restaurante Sol Gastronomia, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O que dizem as operadoras? Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto. Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência. A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados. O que falta? A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas. Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.

Contexto e Movimentação Econômica

Os principais indicadores econômicos e agentes do mercado financeiro acompanham com atenção os desdobramentos deste cenário. As oscilações recentes refletem as expectativas quanto ao ritmo da inflação, às diretrizes fiscais e às decisões sobre a taxa básica de juros.

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Impactos no Mercado e para o Cidadão

Para investidores e consumidores, analistas recomendam atenção especial ao planejamento financeiro e à proteção do poder de compra, buscando ativos sólidos e controle rigoroso de despesas essenciais.

Fonte oficial: Agência Brasil / EBC Comunicação. Para consultar a publicação original na íntegra, acesse o portal da Agência Brasil.

Transparência Editorial: Esta matéria foi redigida e checada por profissionais da equipe de jornalismo do NxNotícias. Última atualização registrada em: 07 Nov 2026 às 15:31.

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Cartórios fazem mutirão para prevenir golpes na compra de imóveis

Para orientar a população sobre como evitar fraudes e proteger seu patrimônio na compra de imóveis, os Cartórios de Notas realizam neste sábado (7) um mutirão nacional gratuito em várias cidades do país. Os golpes podem envolver falsos proprietários, documentos adulterados e imóveis inexistentes que podem transformar a compra da casa própria em prejuízo financeiro. Notícias relacionadas:Cartórios lançam ferramenta que permite pesquisar imóveis no país.A ação levará tabeliães a shoppings, praças, espaços públicos e instituições parceiras em diferentes cidades para esclarecer dúvidas sobre compra e venda de imóveis, escrituras públicas, procurações, doações e outros atos oficiais que ajudam a evitar prejuízos e conflitos patrimoniais. A iniciativa é promovida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), em parceria com suas Seccionais Estaduais e os Tabelionatos de Notas participantes. Golpes Segundo o CNB/CF, entre os golpes que podem comprometer uma negociação estão: Venda de imóveis por pessoas que não são suas proprietárias, Apresentação de procurações falsas, Comercialização de propriedades com restrições omitidas e Exigência de pagamentos antecipados sem a devida formalização do negócio. Em muitos casos, o comprador só identifica o problema depois de transferir recursos ou descobrir que o imóvel não poderá ser registrado em seu nome. Para o presidente do CNB/CF, Eduardo Calais, a orientação preventiva é fundamental para evitar que decisões patrimoniais se transformem em disputas judiciais. “A compra de um imóvel representa, muitas vezes, a economia de uma vida inteira. Por isso, é essencial que as pessoas compreendam o que estão assinando, conheçam os riscos e busquem orientação antes de realizar qualquer pagamento. Um golpe pode comprometer o patrimônio construído ao longo de décadas. Nosso trabalho é ajudar a evitar que isso aconteça”, afirma. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, aumento de 429,8% em relação a 2018. Embora o levantamento reúna diferentes modalidades de fraude e não apenas as imobiliárias, o avanço desse tipo de crime reforça a importância de verificar documentos, identificar corretamente os envolvidos e buscar orientação antes de assumir compromissos financeiros. Prevenção Uma das principais formas de prevenção é a escritura pública, documento elaborado pelo tabelião de notas, profissional do Direito responsável por identificar os participantes, verificar sua capacidade jurídica, examinar a documentação pertinente e assegurar que as partes compreendam os efeitos do negócio. A escritura permite formalizar as condições da compra e venda, enquanto o registro no Cartório de Imóveis é a etapa necessária para a transferência da propriedade. A orientação também envolve cuidados anteriores à assinatura. A consulta à matrícula atualizada do imóvel permite verificar quem é o proprietário e identificar eventuais restrições registradas. O comprador deve conferir a identidade de quem está vendendo, verificar a autenticidade de procurações, desconfiar de ofertas com valores muito abaixo dos praticados no mercado e evitar pagamentos sem que as condições da negociação estejam devidamente documentadas. Segurança Segundo o CNB/CF, um dos momentos mais delicados da compra de um imóvel é o pagamento: o comprador precisa transferir o dinheiro, mas quer ter certeza de que as condições do negócio serão cumpridas. Para demonstrar como reduzir esse risco, a Jornada Notarial 2026 apresentará o Simulador da Conta Notarial, ferramenta educativa que mostrará como os valores de uma negociação podem ficar protegidos até o cumprimento das condições estabelecidas entre as partes. O recurso permite estruturar operações em que os recursos somente sejam liberados após a comprovação das condições acertadas, contribuindo para reduzir riscos relacionados ao pagamento antecipado ou ao descumprimento de obrigações. Mutirão A mobilização terá atividades previstas em Salvador (BA), João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Recife (PE), Belo Horizonte (BH), Santos (SP), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS) e municípios de Goiás, além de outras localidades participantes. As orientações serão gratuitas e abertas à população, conforme a programação de cada localidade. As Informações e os locais de atendimento estão no site: www.jornadanotarialdafamilia.com.br

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Balança comercial tem maior superávit para outubro desde 1989

A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Impulsionadas pelo petróleo, combustíveis, cereais e soja, as exportações superaram as importações em US$ 9,32 bilhões, diferença 39,4% maior que a registrada em outubro de 2025, quando foi de US$ 6,69 bilhões. Notícias relacionadas:Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%.Brasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a Noruega.Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro.O crescimento das exportações em 20% proporcionou o resultado, o melhor desde o início da série histórica, em 1989. Principais números Superávit: US$ 9,32 bilhões (+39,4% ante outubro de 2025); Exportações: US$ 31,51 bilhões (+20%); Importações: US$ 24,82 bilhões (+14,8%); Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (+17,7%). A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 56,33 bilhões, também o maior valor já registrado para meses de outubro na série histórica. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Exportações O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação. Resultado por setor: Indústria extrativa: US$ 11,52 bilhões (+53,5% ante outubro de 2025); Indústria de transformação: US$ 18,38 bilhões (+7,7%); Agropecuária: US$ 7,63 bilhões (+12,8%). Produtos em destaque: Indústria extrativa: petróleo bruto (+122,6% ante outubro do ano passado), minérios de metais e concentrados (+900,6%); Indústria de transformação: combustíveis (+164,5%), farelos de soja (+39,1%); Agropecuária: soja (+8,9%); animais vivos, exceto pescados (+212,1%); centeio e aveia (de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões, alta percentual de 12 mil, por diferença de cronograma de embarque). No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações. Destinos das vendas As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, caíram 5,3% para a China, por causa do fim da cota para as vendas de carnes. Quem comprou do Brasil: Europa: US$ 7,76 bilhões (+35,8%); América do Norte: US$ 5,66 bilhões (+47,4%); América do Sul: US$ 4,58 bilhões (+14,9%); Ásia: US$ 15,41 bilhões (+9,3%) As vendas para os Estados Unidos avançaram 11,4% em outubro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Isso porque produtos de aviação e itens como carne e suco de laranja foram excluídos do tarifaço após negociações. Com o resultado de outubro, as exportações para os Estados Unidos passaram a registrar crescimento acumulado de 0,2% no ano. Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco. Importações As compras brasileiras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujos preços subiram 84,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2025. Por categoria: Bens de capital: US$ 3,7 bilhões (+4%); Bens intermediários: US$ 15,2 bilhões (+2,7%); Bens de consumo: US$ 5,1 bilhões (+25,9%); Combustíveis: US$ 4,5 bilhões (+86,8%, impulsionados pela alta de 84,2% no preço). No caso dos bens de capital, a diminuição do ritmo de crescimento da economia provocada pelos juros altos está desacelerando os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas. Acumulado de 2026 De janeiro a outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 71,04 bilhões, um crescimento de 34,1% em relação a 2025. Exportações: US$ 321,88 bilhões (+11,2%); Importações: US$ 250,84 bilhões (+6,1%); Projeções Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões). A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. A estimativa é mais otimista que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com o mercado financeiro divulgada pelo Banco Central, os analistas projetam superávit comercial de US$ 79,9 bilhões para este ano.

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Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina

O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país. O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia. Notícias relacionadas:Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros.Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano.Confira os 10 primeiros colocados: Brasil (9,05%) Turquia (7,77%), Argentina (6,80%), Rússia (6,57%), Colômbia (4,05%), Indonésia (3,67%), México (3,26%), África do Sul (2,93%), Hungria (2,04%) e Chile (1,69%). No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%. Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano. Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões. A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%. A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “injustificável” e custa caro para empresas e famílias. “É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Dívida pública Os juros elevados são a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados do Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro. Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro tem cobrado por um corte de gastos como forma de estabilizar a dívida pública, que saiu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026. Por outro lado, economistas críticos à política monetária do BC destacam que, como são os juros altos os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, deve-se buscar uma política alternativa que contribua para a redução dos juros.